Quase 30% dos domicílios brasileiros sofrem com algum grau de insegurança alimentar no país. As notícias são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua): Segurança Alimentar (2023), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no final de abril, dia 25.
Segundo o IBGE, havia, no quarto trimestre de 2023, um total de 78,3 milhões de domicílios particulares permanentes no Brasil, sendo que, desses, 72,4% estavam em situação de segurança alimentar (SA), enquanto 27,6% estavam com algum grau de insegurança alimentar (IA). Mais especificamente, esses 27,6% de domicílios com algum grau de IA estavam divididos da seguinte forma:
- 18,2% encontravam-se em situação de IA leve;
- 5,3% estavam em IA moderada; e
- 4,1% em IA grave.
“Considerando o nível de IA grave como a forma mais severa de baixo acesso domiciliar aos alimentos, é possível afirmar, com base nos resultados da PNAD Contínua 2023, que cerca de 3,2 milhões de domicílios passaram por privação quantitativa de alimentos, que atingiram não apenas os membros adultos da família, mas também suas crianças e adolescentes”, destacou a pesquisa do IBGE. “Houve, portanto, ruptura nos padrões de alimentação nesses domicílios e a fome esteve presente entre eles, pelo menos, em alguns momentos do período de referência de 3 meses”, acrescentou.
Ainda de acordo com as informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o cenário de insegurança alimentar grave é ainda mais expressivo entre os domicílios particulares localizados na área rural do Brasil — “uma vez que a proporção de IA grave foi de 5,5%, e, portanto, 1,6 pontos percentuais superior ao verificado na área urbana (3,9%)”, detalhou a entidade.
Esses e demais dados e informações a respeito da situação dos brasileiros em termos de segurança e insegurança alimentar podem ser encontrados na íntegra da Pnad Contínua: Segurança Alimentar (2023), publicada pelo IBGE.