IGP-10 variou 0,72% em agosto, apontam dados do FGV Ibre

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 0,72% em agosto, segundo os dados divulgados no dia 16 do mês pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre). Em julho, essa taxa havia sido de 0,45%. “Com esse resultado, o índice acumula alta de 2,36% no ano e de 4,26% em 12 meses. Em agosto de 2023, o índice caíra 0,13% no mês e acumulava queda de 7,37% em 12 meses”, acrescentou o relatório do FGV Ibre sobre o assunto.

No que se refere aos componentes do indicador: 

  • O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou uma alta de 0,84% em agosto, ante a taxa de 0,49% observada em julho;
  • O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), por sua vez, subiu 0,33% no oitavo mês do ano, ante a variação de 0,24% registrada em julho; e
  • O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,59% em agosto, ante a taxa de 0,54% registrada no mês anterior. 

Conforme as notícias do economista do FGV Ibre, André Braz, o reajuste dos combustíveis autorizado pela Petrobras no dia 9 de julho “foi integralmente refletido no IGP-10, impactando tanto o IPA quanto o IPC, com a gasolina emergindo como a principal influência em ambos os índices”. Esse fator, segundo ele, “foi determinante para a aceleração observada”. No mesmo sentido, complementou Braz, “a aceleração do INCC deve-se ao aumento da taxa do grupo materiais, equipamentos e serviços”. O período de coleta de dados para a pesquisa do Índice Geral de Preços – 10 acontece entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. No caso de agosto, a coleta aconteceu entre os dias 11 de julho e 10 de agosto. A íntegra do relatório do Instituto Brasileiro de Economia apresenta todos os números a respeito da evolução do indicador.

 INCC-M desacelera em julho, aponta FGV Ibre

Medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) variou 0,69% em julho — o que representa uma desaceleração em relação à taxa de 0,93% registrada em junho. No entanto, “apesar desse recuo, a tendência parece apontar para uma aceleração nos custos da construção, conforme indicado pela taxa acumulada em 12 meses de 4,42%”, frisou o relatório do FGV Ibre, publicado no dia 26 de julho. Comparativamente a julho do ano passado, “observa-se um significativo avanço no índice, que em julho de 2023 acumulava 3,15%, em 12 meses”, acrescentou a entidade.

No que se refere às duas componentes do INCC-M, a componente de “Materiais, Equipamentos e Serviços” registrou uma aceleração que passou de 0,46% em junho para 0,58% em julho. “Esse aumento sugere um crescimento moderado nos preços dos insumos e dos serviços do setor de construção”, explicou o FGV Ibre. Em sentido oposto, a componente de “Mão de Obra” passou de uma taxa de 1,61% em junho para 0,85% em julho, “indicando uma desaceleração nos custos laborais do setor”, ressaltou o Instituto Brasileiro de Economia da FGV.

No grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços, por sua vez, a categoria de Materiais e Equipamentos registrou uma taxa de 0,58% em julho, enquanto a taxa de junho foi de 0,48%. “Esse movimento reflete uma tendência de alta nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção”, salientou o boletim do FGV Ibre. Já a categoria de Serviços passou de uma taxa de 0,29% em junho para 0,65% em julho. “Este aumento foi reflexo no item ‘projetos’, que viu sua taxa de variação subir de 0,30% para 0,86%”, esclareceu o Instituto.

Mais notícias sobre a evolução do Índice Nacional de Custo da Construção – M constam na íntegra da publicação feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas.