Medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) variou 0,69% em julho — o que representa uma desaceleração em relação à taxa de 0,93% registrada em junho. No entanto, “apesar desse recuo, a tendência parece apontar para uma aceleração nos custos da construção, conforme indicado pela taxa acumulada em 12 meses de 4,42%”, frisou o relatório do FGV Ibre, publicado no dia 26 de julho. Comparativamente a julho do ano passado, “observa-se um significativo avanço no índice, que em julho de 2023 acumulava 3,15%, em 12 meses”, acrescentou a entidade.
No que se refere às duas componentes do INCC-M, a componente de “Materiais, Equipamentos e Serviços” registrou uma aceleração que passou de 0,46% em junho para 0,58% em julho. “Esse aumento sugere um crescimento moderado nos preços dos insumos e dos serviços do setor de construção”, explicou o FGV Ibre. Em sentido oposto, a componente de “Mão de Obra” passou de uma taxa de 1,61% em junho para 0,85% em julho, “indicando uma desaceleração nos custos laborais do setor”, ressaltou o Instituto Brasileiro de Economia da FGV.
No grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços, por sua vez, a categoria de Materiais e Equipamentos registrou uma taxa de 0,58% em julho, enquanto a taxa de junho foi de 0,48%. “Esse movimento reflete uma tendência de alta nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção”, salientou o boletim do FGV Ibre. Já a categoria de Serviços passou de uma taxa de 0,29% em junho para 0,65% em julho. “Este aumento foi reflexo no item ‘projetos’, que viu sua taxa de variação subir de 0,30% para 0,86%”, esclareceu o Instituto.
Mais notícias sobre a evolução do Índice Nacional de Custo da Construção – M constam na íntegra da publicação feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas.